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Irã formaliza reclamação na Fifa por restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos na Copa

19 de Junho de 2026 às 06:06

A seleção do Irã formalizará queixa à Fifa contra restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos na Copa de 2026. Limitações de vistos afetaram a comissão técnica e o jogador Mehdi Torabi, além de terem causado a retenção de integrantes da equipe em aeroporto. A Fifa transferiu a base da seleção para o México e os EUA retiraram a cota de ingressos para torcedores iranianos

Irã formaliza reclamação na Fifa por restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos na Copa
Daniel Cole / Reuters

A seleção do Irã formalizará uma reclamação junto à Fifa devido a restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A federação iraniana argumenta que, apesar de ter enviado previamente o cronograma de deslocamentos aos organizadores, as limitações impostas prejudicaram a preparação da comissão técnica para o jogo contra a Bélgica, marcado para este domingo (21), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

O impacto logístico resultou na ausência de parte da comissão técnica, que não obteve vistos para entrar em território norte-americano. Como consequência, esses profissionais chegarão à cidade da partida apenas um dia antes do confronto, divergindo do padrão de dois dias adotado pelas demais seleções. Outro entrave envolve o atacante Mehdi Torabi, que recebeu um visto de entrada única, enquanto o restante do grupo possui autorizações de múltiplas entradas. A Federação Iraniana de Futebol já iniciou os trâmites legais para tentar emitir um novo visto ao atleta, visando garantir sua participação nos jogos contra a Bélgica e contra o Egito, em 27 de junho, ambos nos Estados Unidos.

A tensão com as autoridades migratórias começou após a estreia da equipe na segunda-feira (15), quando o Irã empatou em 2 a 2 com a Nova Zelândia. O técnico Amir Ghalenoei relatou que a equipe recebeu uma ordem imediata para deixar os Estados Unidos logo após a partida, impedindo que o grupo pernoitasse em Los Angeles, como planejado. Durante o retorno para Tijuana, no México, onde a seleção está concentrada desde 7 de junho, o capitão Mehdi Taremi e o auxiliar Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto de Los Angeles. Agências estatais iranianas descreveram a retenção como um atraso injustificado na checagem de passaportes e vistos; ambos foram liberados posteriormente.

O cenário esportivo reflete o conflito geopolítico entre Teerã e Washington. Devido a essa instabilidade, a Fifa transferiu a base da seleção iraniana para o México, alterando o plano original de hospedagem em Tucson, Arizona. Além disso, no dia 9 de junho, os Estados Unidos retiraram a cota de ingressos destinada ao Irã, impedindo a viagem de torcedores.

A crise ocorre paralelamente a um acordo de cessar-fogo assinado virtualmente entre os dois países na data da estreia do Irã, encerrando mais de três meses de conflitos iniciados em 28 de fevereiro. O tratado prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada de navios da Marinha dos EUA que realizavam bloqueios navais e a abertura de negociações sobre o programa nuclear iraniano em um prazo de 60 dias. Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não se manifestaram sobre as queixas da federação iraniana.

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