Lucas Paquetá desfalca a Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa por lesão muscular
Lucas Paquetá desfalcará a Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa, no domingo (5). Exames realizados nesta terça-feira (30) diagnosticaram uma lesão muscular na parte posterior da coxa do atleta
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/s/X/arZ9iATYSjvhoZj5nQMA/afp-20260531-b4kf8aq-v1-midres-fblfriendlybrapan.jpg)
Lucas Paquetá está fora das oitavas de final da Copa, partida marcada para o próximo domingo (5). A ausência do meio-campista foi confirmada após exames de imagem realizados nesta terça-feira (30), que diagnosticaram uma lesão muscular na parte posterior da coxa. O problema manifestou-se durante o jogo contra o Japão, na última segunda-feira (29), quando o atleta começou a mancar e apresentou desconforto na região nos minutos finais da primeira etapa.
A CBF informou que o jogador passará por um protocolo de tratamento intensivo com a equipe médica da Seleção Brasileira para acelerar a recuperação. Embora não exista uma previsão exata para o retorno, o prazo geral para a plena recuperação de lesões musculares costuma levar algumas semanas, variando normalmente entre quatro e oito, a depender da localização e da extensão da ruptura. Apesar da baixa confirmada para a próxima fase, a possibilidade de o atleta retornar à competição ainda permanece.
Tecnicamente, a lesão na parte posterior da coxa, que engloba músculos como o bíceps femoral e o glúteo, ocorre quando a carga aplicada ultrapassa a capacidade de suporte das fibras musculares, resultando em rupturas parciais ou completas. Esse tipo de dano é frequente em movimentos de esforço intenso, como acelerações, arrancadas e mudanças rápidas de direção, situações em que a musculatura traseira da coxa sofre maior tensão.
A gravidade dessas lesões é classificada em três níveis: o grau 1, caracterizado por um pequeno estiramento com inchaço e sensibilidade sem prejuízo ao movimento; o grau 2, que envolve a ruptura parcial das fibras, gerando dor moderada e perda parcial de força; e o grau 3, que consiste na ruptura completa do músculo ou sua separação do tendão, resultando na perda quase total da função afetada. Os sintomas podem variar entre espasmos, fraqueza, vermelhidão, hematomas, inchaço e limitação de movimento.
Para casos de rompimento parcial, a conduta médica inicial prioriza o controle do edema, da inflamação e da dor. Somente após essa etapa inicia-se a recuperação progressiva da função muscular por meio de recondicionamento físico, fortalecimento e fisioterapia.