Messi empata com Klose como maior artilheiro da história do Mundial masculino
Lionel Messi tornou-se o maior artilheiro da história do Mundial masculino ao marcar três gols na vitória da Argentina contra a Argélia. Com o resultado, o jogador atingiu a marca de 16 gols em Copas do Mundo, igualando o recorde de Klose
Lionel Messi igualou a marca do alemão Klose como o maior artilheiro da história do Mundial masculino ao anotar três gols na vitória da Argentina sobre a Argélia, na última terça-feira (15), somando 16 gols em Copas do Mundo. O desempenho do argentino reflete a longevidade de atletas que mantêm a alta performance na casa dos 40 anos, grupo que inclui Cristiano Ronaldo, de 41 anos, e o croata Luka Modric, de 40.
A manutenção desse nível competitivo em idade avançada é resultado de uma combinação de fatores técnicos, disciplinares e médicos. A qualidade tática e técnica superior permite que esses jogadores permaneçam em posições de destaque mesmo com a natural deterioração física. Somado a isso, a genética desempenha um papel relevante na resposta aos treinamentos e na adaptação aos estímulos físicos, embora não exista comprovação científica de que genes específicos predisponham a essa longevidade esportiva.
A rotina rigorosa é outro pilar fundamental. O controle de carga e a detecção precoce de lesões são essenciais para prolongar a atividade profissional. No campo da nutrição, Cristiano Ronaldo utiliza a dieta mediterrânea, priorizando vegetais, frutas, leguminosas, peixes e azeite de oliva, com restrição de carnes vermelhas e laticínios.
O suporte externo da medicina esportiva também foi decisivo, especialmente os avanços na traumatologia. Procedimentos modernos em lesões de menisco, que antigamente poderiam encerrar carreiras, agora permitem que o atleta retorne à atividade quase imediatamente. Complementam esse cenário a evolução tecnológica de equipamentos, como bolas e chuteiras, a melhoria na qualidade dos gramados e o monitoramento constante de desempenho.
Apesar desses exemplos, a permanência no alto rendimento após os 40 anos continua sendo uma exceção e não altera a idade média dos jogadores nas competições. A determinação desses atletas serve como estímulo a uma vida ativa, mas a ciência ressalta que o esporte de alta performance foca em resultados e não necessariamente em saúde, diferindo da prática de atividades físicas por amadores, que deve ser orientada por profissionais e baseada em evidências científicas.