Parlamentar inglês pede à Fifa que adie suspensão de zagueiro para após a Copa de 2026
O parlamentar inglês Noah Law pediu à Fifa que adie a suspensão do zagueiro Jarell Quansah para depois da Copa de 2026. A solicitação baseia-se na anulação da punição do atleta estadunidense Folarin Balogun, ocorrida após pedido de Donald Trump
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O parlamentar inglês Noah Law solicitou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a suspensão do zagueiro Jarell Quansah seja adiada para após a Copa do Mundo de 2026. O pedido, enviado nesta segunda-feira (6), refere-se ao cartão vermelho recebido pelo atleta no início do segundo tempo da partida contra o México, ocorrida no domingo (5).
A fundamentação do deputado baseia-se no precedente de Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos. A Fifa anulou a suspensão de Balogun, que havia sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR em jogo contra a Bósnia Herzegovina, permitindo que ele atue contra a Bélgica nesta segunda-feira (6). A revogação ocorreu após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, solicitar a revisão da punição e criticar a atuação do árbitro.
A decisão da Fifa foi amparada no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite ao órgão judicial suspender total ou parcialmente a aplicação de medidas disciplinares. A anulação gerou críticas da União Europeia, da Uefa e da Bélgica, embora o recurso da seleção belga tenha sido rejeitado. Diante do caso, a Federação Francesa de Futebol analisa a possibilidade de pedir a anulação do cartão amarelo de Olise, recebido na vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai.
Gianni Infantino confirmou ter conversado com Donald Trump sobre o episódio, mas defendeu a autonomia dos órgãos judiciais da entidade para preservar a credibilidade do futebol. O presidente da Fifa afirmou ter informado ao líder americano que a questão seria decidida pelas autoridades competentes.
Em sua carta, Noah Law argumentou que, embora a expulsão de Quansah tenha sido correta, a aplicação equânime das regras a todas as nações é essencial para a integridade de torneios internacionais. Até o momento, a Fifa não respondeu à solicitação do parlamentar.