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Prefeito de Nova York recebe camisas do Corinthians após publicar vídeo sobre a Democracia Corinthiana

21 de Junho de 2026 às 15:02

Dirigentes do Corinthians e Walter Casagrande entregaram camisas do clube ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, neste sábado (20). A ação ocorreu após o gestor publicar um vídeo sobre Sócrates e a Democracia Corinthiana

Prefeito de Nova York recebe camisas do Corinthians após publicar vídeo sobre a Democracia Corinthiana
Reprodução/Instagram

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, foi presenteado com camisas do Corinthians neste sábado (20), em uma entrega realizada por dirigentes do clube e pelo ex-atleta Walter Casagrande. A ação ocorreu após Mamdani publicar um vídeo sobre a trajetória de Sócrates e a experiência da Democracia Corinthiana, conteúdo divulgado pouco antes da partida inaugural do Brasil contra o Marrocos na Copa do Mundo.

No registro, o gestor da cidade americana destacou a atuação de Sócrates durante a ditadura militar brasileira, lembrando que o jogador capitaneou a seleção na Copa de 1982, período em que o país era governado por uma junta militar repressiva. Mamdani ressaltou que, enquanto ocorriam torturas e assassinatos de cidadãos, Sócrates liderou companheiros de equipe no campo utilizando jaquetas com a frase "Eu quero votar para presidente". Para o prefeito, o futebol foi capaz de gerar movimentos que auxiliaram na queda de ditadores, servindo como ferramenta para superar problemas sociais.

A Democracia Corinthiana, citada pelo prefeito, foi um movimento do início dos anos 1980 que integrou o esporte à militância política. Sob a liderança de atletas como Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, o grupo mobilizou a redemocratização do Brasil e a luta pelas eleições diretas para a presidência, que estavam suspensas desde 1960.

Internamente, o movimento alterou a gestão do Corinthians ao implementar um sistema de decisões coletivas. Questões administrativas, como a definição do elenco, contratações e normas internas, deixaram de ser exclusivas da diretoria ou comissão técnica. No modelo adotado, todos os membros do clube — incluindo jogadores, funcionários e o treinador — possuíam direito a voto com o mesmo peso para deliberar sobre o cotidiano da instituição.

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