Restrições migratórias dos Estados Unidos impedem mãe de goleiro de Cabo Verde de acompanhar Copa
O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, não poderá ter a mãe em sua partida contra o Uruguai devido a restrições migratórias dos Estados Unidos. A medida exige caução de US$ 15 mil de cidadãos do país, embora a Casa Branca tenha anunciado isenção para portadores de ingressos. Um deputado democrata solicitou intervenção para viabilizar a viagem da familiar
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O goleiro Vozinha, de 40 anos, tornou-se um dos nomes centrais desta Copa do Mundo após a atuação decisiva no empate contra a Espanha. Apesar do destaque esportivo, o atleta, que é um dos jogadores mais velhos do torneio e estava sem contrato após defender um clube da segunda divisão portuguesa, enfrenta a ausência da mãe nas arquibancadas devido a restrições migratórias dos Estados Unidos.
A impossibilidade da viagem ocorreu porque Cabo Verde foi incluído, em janeiro, em uma lista de países cujos cidadãos devem depositar uma caução de US$ 15 mil para ingressar em território americano, medida implementada pelo governo de Donald Trump. Embora a Casa Branca tenha anunciado no mês passado que portadores de ingressos para a Copa estariam isentos dessa exigência, Vozinha relatou que a flexibilização ocorreu tardiamente, inviabilizando a organização do deslocamento de 6.400 quilômetros até Atlanta.
O impasse gerou repercussão política nos Estados Unidos, resultando em um pedido de intervenção de um deputado do Partido Democrata. O objetivo é garantir que a mãe do goleiro consiga acompanhar a seleção de Cabo Verde no próximo jogo, agendado para domingo, contra o Uruguai, na cidade de Miami.