Alexandre de Moraes determina que Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal por calúnia contra Lula
O ministro Alexandre de Moraes determinou que o senador Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal em até 10 dias. A decisão, baseada em pedido da PGR, investiga calúnia contra o presidente Lula em publicação feita no X. A PF apura a imputação falsa de crimes ao presidente
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF). A medida ocorre no contexto de investigações sobre o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com prazo de até 10 dias para a realização da oitiva.
A decisão do magistrado atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à escuta do parlamentar após analisar o relatório da PF. Anteriormente, em 13 de abril de 2026, Moraes já havia autorizado a abertura do inquérito para apurar a conduta do senador, baseando-se em solicitação da PF e parecer da PGR.
O caso centraliza-se em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro de 2026. Na postagem, o senador associou imagens do presidente brasileiro ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que Lula seria delatado. A PF concluiu que houve a imputação falsa de crimes ao presidente, sugerindo que a delação partiria de Maduro.
De acordo com a investigação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de lavagem de dinheiro, fraudes eleitorais, suporte a ditaduras e terroristas, além de tráfico internacional de armas e drogas. Após concluir a análise dos fatos, a Polícia Federal solicitou que o STF adotasse as providências cabíveis, o que resultou no encaminhamento do relatório à PGR e na subsequente determinação do depoimento.