Brasileira é condenada na Coreia do Sul por perseguir e invadir propriedade do cantor Jung Kook
Uma brasileira de 30 anos foi condenada pelo Tribunal Distrital Ocidental de Seul a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, por invadir a propriedade e perseguir o cantor Jung Kook. A sentença considerou que a ré tocou a campainha da residência do artista 133 vezes e invadiu o local 20 vezes em um mês. A mulher deverá ser deportada após a definição da sentença
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O Tribunal Distrital Ocidental de Seul condenou uma brasileira de 30 anos a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, pelas crimes de invasão de propriedade e violação da lei contra perseguição. A sentença, proferida pelo juiz Park Ji-won, determina que a ré não seja presa imediatamente, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça sul-coreana e não cometa novas infrações durante o período de suspensão.
A condenação ocorreu após a mulher perseguir o cantor Jung Kook, integrante do grupo BTS. Entre os agravantes destacados pela Corte, consta o descumprimento de medidas emergenciais e a insistência em ir à residência do artista mesmo após advertências policiais. Em um dos episódios, ocorrido na madrugada de 12 de dezembro, a brasileira tocou a campainha da casa do cantor 133 vezes. Outros registros indicam que ela invadiu a propriedade 20 vezes ao longo de um mês, a partir de 7 de dezembro.
Para a definição da pena suspensa, o tribunal considerou que a ré agiu motivada por sentimentos em relação ao cantor, sem a intenção de causar danos diretos. A Justiça também observou que Jung Kook não presenciou a invasão no momento do acionamento da campainha e que a mulher não acessou áreas internas da residência, como o quarto. Além disso, a possibilidade de reincidência foi classificada como reduzida, visto que a brasileira está detida desde 27 de fevereiro e deverá ser deportada assim que a sentença se tornar definitiva.
A brasileira, natural da Paraíba e residente em São Paulo, viajou para Seul em novembro sem avisar a família. Parentes relataram que a jovem sofre de transtorno mental, necessita de medicação controlada e estaria em surto, acreditando que o artista fosse o amor de sua vida. De acordo com familiares, ela já havia apresentado comportamento semelhante em 2021 e teria recusado a continuidade de tratamento psicológico anteriormente.
A mulher chegou a ser detida três vezes e foi encaminhada ao Ministério Público após a atuação da polícia de Yongsan. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Embaixada em Seul, informou que está prestando assistência consular à cidadã, mas não forneceu detalhes sobre o processo de deportação ou a natureza do suporte oferecido, citando a Lei de Acesso à Informação e o direito à privacidade.