Defesa de Bolsonaro admite ao STF que ex-presidente pediu conserto de pistola apreendida por PMs
A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que o ex-presidente solicitou a um militar do GSI o conserto de uma pistola Glock 9mm. O armamento foi apreendido pela Polícia Civil do Distrito Federal no dia 15 após blitz na DF-001
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o político solicitou a assistência de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para realizar o conserto de uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome. O armamento foi apreendido pela Polícia Civil do Distrito Federal na última segunda-feira (15), após uma abordagem da Polícia Militar na DF-001, em Taguatinga.
O veículo era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar vinculado ao GSI e cedido à Casa Civil para compor a segurança de Bolsonaro. Durante a blitz, a PM encontrou no carro, além da arma institucional do agente, a pistola do ex-presidente. Embora o registro do armamento estivesse regular junto ao Exército, a arma foi recolhida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. Em depoimento, o militar afirmou que transportava o objeto para reparos e que ele seria devolvido posteriormente ao proprietário.
Nos autos enviados ao STF, os advogados de Bolsonaro esclareceram que a própria equipe de segurança havia tornado a arma inoperante para mitigar riscos, considerando o estado de saúde mental do ex-presidente. A defesa relatou que Bolsonaro manipulou a pistola e, ao notar que o mecanismo de disparo não funcionava regularmente, pediu que o militar providenciasse o conserto.
O histórico de saúde mental foi mencionado pela defesa para justificar a medida de segurança, citando que, em 22 de novembro de 2025, durante outro período de reclusão domiciliar, Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, alegando, na ocasião, ter sofrido alucinações e paranoia decorrentes do uso de medicamentos.
Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março, ele permanece em regime de prisão domiciliar humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por um período inicial de 90 dias para tratamento de broncopneumonia. A defesa informou que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto perdurar a prisão domiciliar.
Sobre a estrutura de segurança, o GSI esclareceu que não é responsável pela segurança de ex-presidentes, e que os servidores designados para essa função são de livre indicação do beneficiário, não possuindo subordinação operacional ao órgão, embora o GSI realize a capacitação e avaliação desses profissionais.