Justiça

Defesa de Daniel Vorcaro pede transferência do dono do Banco Master para a Papudinha

22 de Maio de 2026 às 06:11

A defesa de Daniel Vorcaro pediu a transferência do dono do Banco Master da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar. A solicitação ocorreu após a PF rejeitar a proposta de delação premiada do investigado. O STF analisa, paralelamente, o pedido da PF para que o detento retorne ao presídio federal em Brasília

Defesa de Daniel Vorcaro pede transferência do dono do Banco Master para a Papudinha
Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro solicitou, nesta quinta-feira (21), a transferência do dono do Banco Master da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade integrante do Complexo Penitenciário da Papuda conhecida como "Papudinha". A solicitação fundamenta-se na alegação de que as condições atuais de custódia do banqueiro na PF são inadequadas.

O pedido de mudança ocorre após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro. A negativa foi formalmente comunicada aos advogados do investigado e ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, a Corte analisa um requerimento da PF para que o detento retorne ao presídio federal em Brasília, local onde estava antes da ida para a Superintendência.

Recentemente, na segunda-feira (18), o ministro Mendonça autorizou a alteração da acomodação de Vorcaro dentro da estrutura da PF. O banqueiro foi movido de uma "sala de Estado-maior" — espaço similar ao utilizado para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano — para uma cela comum, ficando sujeito às normas internas da instituição, inclusive para o recebimento de visitas jurídicas. Essa mudança de cela foi concedida após a conclusão dos trabalhos de elaboração da delação.

Vorcaro havia sido transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF no dia 19 de março. Um dia antes desse movimento, seu advogado, José Luís Oliveira Lima, havia manifestado o interesse do cliente em firmar um acordo de colaboração e se reunido com o ministro André Mendonça.

O histórico de detenções do banqueiro inclui uma segunda prisão em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. No dia 6 de março, ele foi movido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília.

Após o STF consolidar a maioria pela manutenção da prisão, a estratégia jurídica de Vorcaro foi alterada para viabilizar a delação no caso do Banco Master. Essa mudança resultou na saída do advogado Pierpaolo Bottini da equipe e na entrada de José Luís Oliveira Lima, profissional com experiência em acordos de colaboração, como no caso de Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.

Investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, a eventual colaboração de Vorcaro é vista como um caminho para a obtenção de novos elementos nas investigações.

Com informações de G1

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