Defesa de empresário pede ao STF a revogação da prisão preventiva no caso Banco Master
A defesa de Felipe Cançado Vorcaro pediu ao STF a revogação de sua prisão preventiva ou a substituição por medidas alternativas. O empresário é investigado por fraudes no Banco Master e a solicitação será analisada pelo ministro André Mendonça
A defesa de Felipe Cançado Vorcaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva ou a substituição da medida por restrições alternativas. O pedido, protocolado nesta segunda-feira (22), será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master.
O empresário, primo de Daniel Bueno Vorcaro, foi detido em maio no âmbito da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal (PF) o descreve como peça central do núcleo financeiro-operacional de uma investigação sobre fraudes bilionárias no sistema financeiro, especificamente em operações do Banco Master. A suspeita é de que o grupo tenha emitido títulos de crédito sem lastro e prometido rentabilidades atípicas, movimentando bilhões de reais.
Um dos pontos centrais do pedido de liberdade refere-se a um episódio ocorrido em 14 de janeiro, durante a segunda fase da operação. A PF relatou ao STF que Felipe teria fugido de sua residência em Trancoso, no sul da Bahia, em um carrinho de golfe às 5h40, logo após a chegada dos agentes. A corporação baseou a conclusão em imagens de segurança que, apesar de parcialmente cobertas por vegetação, seriam compatíveis com o empresário.
Os advogados contestam a tese de "evasão probatória", apresentando um laudo técnico que diverge da análise policial. A defesa argumenta que houve um erro de identificação, afirmando que o homem no veículo era, na verdade, o sogro de Felipe. Segundo a argumentação, imagens mostram o carrinho retornando posteriormente com o sogro e outro hóspede, comprovando que o investigado não estava no veículo, não recebeu avisos sobre a diligência e não tentou frustrar a ação.
Além disso, a defesa questiona a classificação de Felipe como um dos principais operadores financeiros de Daniel Vorcaro. Os advogados alegam que as movimentações financeiras atribuídas ao empresário não fazem parte do universo negocial do banqueiro, mas referem-se a atos de gestão e financiamento de uma estrutura empresarial autônoma e preexistente.