Justiça

Defesa de Thiago Miranda entrega passaporte à Polícia Federal por determinação do STF

13 de Julho de 2026 às 18:16

A defesa do publicitário Thiago Miranda entregou seu passaporte à Polícia Federal nesta segunda-feira (13), atendendo a decisão do ministro André Mendonça do STF. O profissional é investigado na Operação Compliance Zero por suposta articulação de campanhas contra o Banco Central e proteção ao proprietário do Banco Master. A defesa informou ainda o encerramento da agência MiThi e nega a prática de crimes

A defesa do publicitário Thiago Miranda entregou o passaporte do cliente à Polícia Federal na tarde desta segunda-feira (13). A entrega do documento cumpre uma determinação do ministro André Mendonça, relator do inquérito sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigações e Operação Compliance Zero

Miranda foi alvo de mandados de busca e apreensão na última semana, durante a 10ª fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga a suspeita de que ele tenha coordenado campanhas em redes sociais com o objetivo de prejudicar a credibilidade e a operação do Banco Central.

As apurações da PF apontam que o publicitário teria desempenhado um papel central na articulação de estratégias para:
* Manipular informações;
* Cooptar profissionais;
* Intimidar adversários de uma organização criminosa ligada a Daniel Vorcaro.

De acordo com as investigações, Miranda é apontado como o principal articulador do chamado "Projeto DV" (iniciais de Daniel Vorcaro), iniciativa voltada à proteção do proprietário do Banco Master. Além disso, a PF apura a existência de um grupo dedicado ao monitoramento de pessoas próximas a autoridades, obtenção de dados sigilosos e intimidação de jornalistas.

Encerramento de atividades e defesa

Paralelamente à entrega do passaporte, a defesa informou que Thiago Miranda encerrou as atividades da agência MiThi, empresa citada nas investigações sobre irregularidades cometidas por Daniel Vorcaro. O advogado Rafael Martins comunicou que, com o fechamento da agência, o publicitário iniciará um ano sabático para focar em questões pessoais.

A defesa nega a prática de qualquer ato criminoso, sustentando que Miranda não participou de condutas destinadas a coagir, constranger, intimidar ou violar direitos de terceiros.

Com informações de G1

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