Edson Fachin defende resiliência da magistratura diante de críticas às instituições do Judiciário
Edson Fachin, presidente do STF, defendeu a magistratura contra ataques durante reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário. O ministro articula a aprovação de um código de conduta para tribunais superiores em meio a questionamentos sobre a conduta de integrantes da Corte
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu a resiliência da magistratura diante de ataques que classificou como infundados. Durante a abertura de uma reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, sediada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fachin afirmou que as críticas às instituições devem ser encaradas como ferramentas para o aperfeiçoamento da atuação dos juízes e para a preservação do patrimônio civilizatório.
A declaração ocorre em um período de desgaste para a Corte, marcado por questionamentos sobre a conduta de seus integrantes. Entre as pautas de Fachin desde que assumiu a presidência do STF, destaca-se a articulação para a aprovação de um código de conduta destinado a estabelecer regras para os tribunais superiores, processo sob relatoria da ministra Cármen Lúcia.
O cenário de críticas envolve possíveis conexões entre ministros do Supremo e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso em Brasília. O ministro Dias Toffoli, que atuou como relator das ações do banco no STF, deixou a função após a divulgação de que empresas vinculadas ao Master adquiriram a participação da família do magistrado em um resort de luxo localizado no Paraná.
Já em relação ao ministro Alexandre de Moraes, houve a revelação de que Daniel Vorcaro enviou mensagens ao magistrado na data de sua primeira prisão, em novembro de 2025. Paralelamente, o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa de Moraes, manteve um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos. De acordo com a Receita Federal, o banco efetuou o pagamento de R$ 80,2 milhões, divididos em 22 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões entre os anos de 2024 e 2025.
Ao encerrar sua fala no evento, Fachin pontuou que o cenário global impõe o desafio de evitar que a desigualdade, a morosidade ou a descrença comprometam a confiança da população nas instituições republicanas.