Estados Unidos classificam as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais especialmente designados. A medida equipara as facções brasileiras a grupos criminosos da Venezuela e do México
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais especialmente designados. Com essa medida, os grupos criminosos do Brasil passam a ter o mesmo status jurídico de organizações que já sofreram intervenções severas de Washington na América Latina, a exemplo do Tren de Aragua, na Venezuela, e dos cartéis de Jalisco Nova Geração (CJNG) e de Sinaloa, no México.
A rotulação de terrorismo pela Casa Branca costuma preceder a aplicação de força militar ou operações de inteligência. Na Venezuela, esse enquadramento jurídico permitiu que os Estados Unidos deslegitimassem as instituições locais e autorizassem ações armadas. O processo culminou na madrugada de 3 de janeiro de 2026, quando a Força Delta invadiu Caracas e capturou o então presidente Nicolás Maduro, enquanto caças norte-americanos bombardeavam bases na capital para desestabilizar a defesa.
Antes da operação militar, o Departamento de Justiça dos EUA já havia indiciado Maduro por narcoterrorismo, alegando que o governo venezuelano atuava com grupos armados e cartéis de drogas, acusação negada pelo ex-presidente. A ofensiva foi precedida por sanções econômicas que evoluíram para um bloqueio naval contra o tráfico internacional. Atualmente, Maduro permanece em um centro de detenção federal em Nova York, onde aguarda julgamento por tráfico de armas de guerra e conspiração.
No México, a designação de organizações terroristas estrangeiras para os cartéis de Sinaloa, Jalisco e a Nova Família Michoacana fundamentou uma estratégia de pressão diplomática e incursões de inteligência. Esse cenário incluiu a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o "El Mencho", líder do Cartel Jalisco Nova Geração. Embora a captura e morte tenham ocorrido em Tapalpa por meio de forças especiais locais, o governo de Cláudia Sheinbaum confirmou que a ação dependeu de informações estratégicas dos Estados Unidos.
Paralelamente, a CIA conduz desde 2025 uma guerra secreta em território mexicano. As missões utilizam táticas de combate ao terrorismo semelhantes às aplicadas no Oriente Médio, com o objetivo de desmantelar a logística e as redes financeiras dos cartéis, além de capturar ou eliminar lideranças de alto escalão.