Justiça

Estados Unidos classificam as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

30 de Maio de 2026 às 08:14

Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida inclui sanções financeiras e a possibilidade de processos criminais contra os grupos. A decisão integra a estratégia do governo americano para desmantelar organizações criminosas na região

O governo dos Estados Unidos classificou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, anunciada na última quinta-feira (28), insere os grupos na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), designação administrada pelo Departamento do Tesouro e pelo Departamento de Estado norte-americano.

A decisão coloca as organizações criminosas brasileiras no mesmo patamar de grupos internacionais de narcotráfico, como os cartéis de Jalisco e Sinaloa. A classificação como SDGT foca em sanções financeiras, permitindo o bloqueio de bens e a aplicação de restrições econômicas contra apoiadores e integrantes das facções.

Além disso, as duas organizações foram designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), medida que entrará em vigor no dia 5 de junho. Esta categoria, aplicada exclusivamente pelo secretário de Estado, é reservada a grupos estrangeiros que representem ameaça à segurança dos EUA ou que possuam capacidade e intenção de realizar atividades terroristas, servindo de base legal para a abertura de processos criminais e investigações.

O secretário de Estado, Marco Rubio, detalhou as duas modalidades de classificação. A iniciativa integra a estratégia da administração Trump para desmantelar cartéis e organizações criminosas na região. Em comunicado oficial, os Estados Unidos descreveram o PCC e o CV como algumas das organizações mais violentas do Brasil, destacando que os grupos comandam milhares de pessoas e executam ataques brutais contra civis, autoridades públicas e policiais.

As facções foram incluídas na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN), principal instrumento de sanções do governo americano. Gerida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), a SDN abrange pessoas, empresas, bancos e embarcações envolvidos em corrupção, proliferação de armas, tráfico de drogas, violações de direitos humanos ou terrorismo, atividades que ameaçam os interesses dos Estados Unidos.

Historicamente, a lista SDN já incluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência da Lei Global Magnitsky, embora seu nome tenha sido removido da relação em dezembro de 2025.

Com informações de G1

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