Exército entrega armamentos de Jair Bolsonaro à Polícia Federal por determinação do STF
O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília entregou armamentos de Jair Bolsonaro à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O Exército informou a ausência de duas armas, sendo uma delas apreendida com um sargento da segurança do ex-presidente. A defesa afirmou que a outra peça permanece em uma importadora no Rio Grande do Sul
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a entrega de armamentos do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal. A medida atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, emitida na manhã desta segunda-feira (6), após a defesa do ex-presidente informar, na sexta-feira anterior (3), que oito armas estariam sob a guarda da referida unidade militar.
A decisão de Moraes ocorreu no mesmo momento em que o ministro manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro e ordenou a entrega de dez armas vinculadas ao político. Sobre esse montante, os advogados esclareceram que duas peças já haviam sido repassadas à Polícia Federal em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Apesar da indicação da defesa, o Exército informou que duas das oito armas citadas não estão em sua posse: uma pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company. Sobre a espingarda, a defesa de Bolsonaro alegou que o item, recebido como presente, permanece em uma importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul, pois nunca foi retirado do estabelecimento. Os advogados solicitaram que o ministro do STF oriente as providências para a entrega desse armamento.
Quanto à pistola Glock, o número de série coincide com o de uma arma apreendida em uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, no mês passado. O armamento estava com Estácio Leite da Silva Filho, sargento do Exército e integrante da segurança de Bolsonaro. Na ocasião, a corporação constatou que o militar não possuía autorização do proprietário para transitar com a arma e descumpria exigências legais.
A defesa do ex-presidente admitiu que Bolsonaro solicitou a ajuda de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar a arma. Em documento enviado ao STF, os advogados justificaram que a própria equipe de segurança havia deixado o armamento inoperante para evitar riscos, citando as condições de saúde mental do ex-presidente. Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo.