Fachin defende a soberania brasileira diante de possíveis intervenções militares dos Estados Unidos
O ministro Edson Fachin defendeu a soberania brasileira após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida norte-americana resultou na sanção de três empresas e dois cidadãos brasileiros. Fachin afirmou que a abertura de varas especializadas em São Paulo não possui relação com as decisões de Washington

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a prevalência da soberania brasileira diante da possibilidade de intervenções militares dos Estados Unidos. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (8), em resposta às preocupações do governo federal após a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas por Washington.
A designação das facções como grupos terroristas foi formalizada pelo governo de Donald Trump em maio deste ano. Recentemente, a medida resultou na sanção de três empresas e dois cidadãos brasileiros, sob a justificativa de manterem vínculos financeiros com o PCC.
Durante a inauguração de três varas especializadas no combate ao crime organizado em São Paulo, Fachin esclareceu que a criação dessas unidades judiciárias não possui relação com as decisões do governo norte-americano. O ministro ressaltou que a instalação de tais varas demanda planejamento prévio, sendo fruto de um processo de estruturação iniciado há bastante tempo.