Justiça

Flávio Bolsonaro prestará depoimento à Polícia Federal por suspeita de calúnia contra o presidente Lula

17 de Julho de 2026 às 12:22

O senador Flávio Bolsonaro prestará depoimento à Polícia Federal no dia 28 de julho, às 14h, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A medida integra inquérito sobre suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em publicação na rede social X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, prestará depoimento à Polícia Federal no dia 28 de julho, às 14h. A determinação foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de um inquérito que apura a suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão de marcar a data ocorreu após a defesa do parlamentar não indicar horários para a oitiva dentro do prazo solicitado, limitando-se a pedir a renovação do período e novas datas, sem apresentar comprovantes de impossibilidade de comparecimento. Para o ministro, a medida é necessária para garantir a continuidade regular das investigações.

Origem da investigação

O caso teve início em 13 de abril de 2026, quando o STF autorizou a abertura de investigação a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O foco é uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro de 2026.

Na postagem, o senador associou imagens do presidente Lula ao ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, afirmando que o mandatário brasileiro "será delatado". Segundo a Polícia Federal, a publicação configurou uma falsa imputação de crimes, sugerindo que a delação partiria de Maduro.

Acusações detalhadas

O relatório da Polícia Federal, encaminhado ao STF e analisado pela PGR, detalha que o senador atribuiu a Lula a prática de diversos delitos, especificamente:

  • Tráfico internacional de armas e drogas;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Fraudes eleitorais;
  • Suporte a ditaduras e terroristas.

Após a conclusão do relatório da PF, a PGR manifestou-se a favor da oitiva do senador, pedido que foi acolhido por Alexandre de Moraes.

Com informações de G1

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