Justiça

Flávio Dino investiga repasse de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro

15 de Maio de 2026 às 15:00

O ministro Flávio Dino instaurou investigação sigilosa sobre o repasse de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro. Os deputados Marcos Pollon, Mário Frias e Bia Kicis são apurados pela destinação de verbas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura. Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil entre 2024 e 2025

Flávio Dino investiga repasse de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurou nesta sexta-feira (15) uma investigação preliminar sigilosa para apurar o repasse de emendas parlamentares a organizações não governamentais (ONGs) vinculadas à produtora Go Up Entertainment. A empresa é a responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada *Dark Horse*, obra que ainda não foi lançada.

A apuração foi motivada por pedidos de providências de parlamentares, incluindo a denúncia feita pelo deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O foco da investigação recai sobre os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP), acusados de destinar recursos ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, entidades que integram o mesmo conglomerado de ONGs ligado à produtora audiovisual.

Como relator do caso, Flávio Dino determinou a notificação dos parlamentares para que expliquem a destinação das verbas. Enquanto Pollon e Bia Kicis negaram ter enviado recursos diretamente à produtora do filme, o deputado Mário Frias não foi localizado por um oficial de Justiça. Em razão disso, o ministro solicitou que a Câmara dos Deputados forneça os endereços residenciais de Frias em Brasília e São Paulo. No caso de Frias, o montante destinado ao Instituto Conhecer Brasil soma R$ 2 milhões, com emendas distribuídas entre 2024 e 2025.

Paralelamente, surgiram informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado fundos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme. A interação, ocorrida em novembro do ano passado, tornou-se pública após revelações do site The Intercept. O senador negou a existência de qualquer combinação de vantagem indevida, afirmando que os recursos em questão eram de natureza privada.

Com informações de Agência Brasil

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