Justiça do Rio de Janeiro afasta gestores do Conselho de Administração da Vasco SAF
A Justiça do Rio de Janeiro afastou Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias do Conselho de Administração da Vasco SAF. A juíza Caroline Fonseca nomeou Samantha Mendes Longo como gestora e interventora judicial, determinando a realização de uma auditoria para apurar irregularidades administrativas

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento de Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias do Conselho de Administração da Vasco SAF. A decisão, proferida pela juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial da Capital, atende a um pedido da ex-administradora 777 Carioca LLC. Embora tenha sido retirado temporariamente da gestão da Sociedade Anônima do Futebol, Pedrinho permanece na presidência do clube associativo.
Para assumir a administração da Vasco SAF, a magistrada nomeou a advogada Samantha Mendes Longo como gestora e interventora judicial, destacando sua experiência na recuperação judicial do Grupo Oi e sua passagem pela diretoria jurídica da Confederação Brasileira de Futebol. Longo tem 48 horas para manifestar a aceitação do cargo, período no qual a administradora-judicial Adriana Campos Conrado Zamponi atuará como interventora provisória.
A medida judicial inclui a realização de uma auditoria para apurar irregularidades apontadas pelo conselho fiscal do Vasco, fundamentada na recusa do Conselho de Administração em fornecer as informações solicitadas. O processo indica que a governança da entidade teve o prazo de um ano para implementar melhorias ou restabelecer seus mecanismos de controle.
A 777 Carioca alegou que a SAF opera sem um diretor financeiro formalmente investido desde março de 2025. A empresa ressaltou que, apesar de apresentar patrimônio líquido negativo mesmo após a aprovação do Plano de Recuperação Judicial, a SAF registrou gastos de R$ 100 milhões na contratação de atletas.
A juíza fundamentou a decisão em diversas violações administrativas, como a falta de convocação de assembleia geral ou extraordinária para aprovar as demonstrações financeiras de 2024. Além disso, foram citadas a ausência de atas de reuniões do Conselho de Administração e de assembleias gerais ocorridas em 2025, a falta de indicação de um diretor financeiro e a inexistência de detalhamento sobre as contratações do futebol profissional no exercício de 2025.