Ministério da Justiça cria Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro para combater o crime organizado
O Ministério da Justiça e Segurança Pública criou o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro para integrar ações contra o crime organizado. A medida inclui a instalação de sedes regionais do Coaf e o reforço na segurança de presídios fluminenses

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estabeleceu, nesta sexta-feira (03), o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro. A unidade visa integrar as ações da União, do governo estadual e das prefeituras fluminenses no combate ao crime organizado, marcando a presença permanente da pasta em um estado que concentra os principais desafios da segurança pública no Brasil.
A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que já conta com estruturas similares em Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo. Esta última cidade também recebeu, junto ao Rio de Janeiro, sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A atuação do Coaf é central na estratégia federal para asfixiar financeiramente as facções, interrompendo o fluxo de lucro que sustenta a violência. Para isso, o governo mapeará atividades econômicas capturadas pelo crime e identificará operadoras de telefonia e internet que prestam serviços a essas organizações, com o apoio da Anatel.
No Rio de Janeiro, o novo escritório atuará no suporte logístico às forças de segurança locais e na produção de inteligência para auxiliar outras unidades da federação que enfrentam grupos criminosos originários do estado, incluindo a captura de foragidos. O objetivo é evitar que o governo estadual suporte sozinho os custos e a execução de operações complexas.
Paralelamente, a Secretaria Nacional de Políticas Penais implementará reforços na segurança dos presídios fluminenses por meio da doação de equipamentos e da capacitação de policiais penais, utilizando os protocolos de segurança máxima das penitenciárias federais. O Rio de Janeiro integra um grupo de 138 presídios selecionados para essas ações em todo o país. O cronograma prevê a realização mensal de uma grande operação nacional e ao menos duas regionais nessas unidades. A medida foca no monitoramento e isolamento de lideranças criminosas, que representam quase 80% dos chefes do crime no Brasil, para impedir a articulação de delitos a partir do sistema prisional.