Justiça

Ministro Alexandre de Moraes ordena prisão contra suspeito de vender dados financeiros ilegalmente

04 de Abril de 2026 às 19:33

Ministro Alexandre de Moraes determinou medidas contra Marcelo Paes Fernandez Conde, suspeito de financiar esquema ilegal que acessava dados financeiros. Os mandados incluem prisão e busca à apreensão do empresário. A decisão foi tomada após avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR)

Ministro Alexandre de Moraes determina medidas contra empresário suspeito de financiar esquema ilegal que acessava dados financeiros de ministros e autoridades.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou a expedição de mandados de prisão e busca à apreensão contra Marcelo Paes Fernandez Conde, acusado de financiar um esquema ilegal que permitia o acesso não autorizado a dados financeiros de ministros da Corte, seus familiares e outras autoridades. As medidas foram tomadas na segunda fase da Operação Exfil, que investiga a venda desses dados.

Marcelo Conde teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamentos em espécie no valor de R$ 4,5 mil para receber os dados ilegalmente acessados por servidores da Receita Federal, funcionários terceirizados e despachantes. A Polícia Federal (PF) apurou que esses indivíduos tinham acesso aos sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Diante das evidências coletadas pela PF, Alexandre de Moraes também ordenou a quebra dos sigilos telemáticos de celulares e dados armazenados em nuvem pertencentes ao empresário suspeito. A decisão foi tomada após avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação revelou que além de ministros do STF, seus familiares, o procurador-geral da República e ministros do Tribunal de Contas da União também tiveram seus dados fiscais acessados irregularmente. O esquema ilegal teria atingido 1.819 pessoas.

O advogado Nélio Machado informou que a defesa do empresário ainda não teve acesso à decisão do ministro e formulou um requerimento para obter o documento, aguardando agora o acolhimento desse pedido para tomar providências.

Com informações de Agência Brasil

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