Ministro Gilmar Mendes substitui prisão por medidas cautelares para delegado Fábio Baena Martin
O ministro Gilmar Mendes decidiu soltar Fábio Baena Martin, delegado da Polícia Civil de São Paulo. A decisão foi tomada após análise dos fatos que levaram à prisão preventiva do delegado em dezembro passado. O ministro substituiu a prisão por medidas cautelares e determinou o pagamento de uma fiança no valor de R$ 100 mil
O ministro Gilmar Mendes decidiu soltar Fábio Baena Martin, delegado da Polícia Civil de São Paulo, investigado no caso do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach. A decisão foi tomada após análise dos fatos que levaram à prisão preventiva do delegado em dezembro de 2024.
A acusação contra Baena Martin era a tentativa de extorsão ao empresário, que havia atuado como delator em uma investigação sobre corrupção policial para proteger membros da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
No entanto, o ministro Gilmar Mendes considerou que os pressupostos necessários para a manutenção de Baena Martin na prisão preventiva não estavam presentes. Em vez disso, ele decidiu substituir a prisão por medidas cautelares.
Entre essas medidas estão o pagamento de uma fiança no valor de R$ 100 mil, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição do acesso às repartições policiais. Além disso, Baena Martin não poderá ter contato com outros investigados envolvidos na mesma investigação.
A defesa do delegado declarou-se aliviada com a decisão de Gilmar Mendes. Segundo o advogado Daniel Bialski, Fábio Baena Martin foi vítima de coação ilegal e que sua prisão preventiva era inadmissível no Brasil.
Ele afirmou que é vedado por lei se banalizar o direito à liberdade sem contemporaneidade. Além disso, a defesa destacou que fatos investigados já haviam sido arquivados pela Justiça e recomendados pelo próprio Ministério Público.