Ordens da Justiça Militar determinam prisões de militares e ex-militares envolvidos em esquema de desvio
A Justiça Militar expediu mandados para prender militares e ex-militares envolvidos em esquema de desvio de recursos públicos no IME, Rio. O caso envolve um prejuízo estimado inicialmente em R$ 11 milhões, podendo ultrapassar R$ 25 milhões. As ordens foram expedidas após trânsito em julgado das condenações e os detidos serão levados para prisões no Rio de Janeiro
Justiça Militar expede mandados para prender militares e ex-militares envolvidos em esquema de desvio de recursos públicos no IME, Rio. O caso envolve um prejuízo estimado inicialmente em R$ 11 milhões, podendo ultrapassar R$ 25 milhões após atualizações.
As ordens foram expedidas na terça-feira (25), após trânsito em julgado das condenações. De acordo com o magistrado responsável pelo caso, os militares que ainda mantêm vínculo com as Forças Armadas serão encaminhados ao 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), no bairro da Tijuca.
Já os ex-militares e dois empresários civis serão levados para o Complexo de Gericinó, em Bangu. Além disso, dois civis e dois militares já estão presos desde a investigação do caso. Um dos condenados foi encontrado na manhã da terça-feira (25) na Barra da Tijuca.
De acordo com as investigações realizadas pelo Ministério Público Militar, o esquema envolveu fraudes em licitações e contratos firmados entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O caso envolvia 15 pessoas que manipulavam concorrências públicas, usavam empresas de fachada e falsificava documentos para encobrir a perda de bens públicos.
Ao todo, foram identificados 88 processos licitatórios fraudulentos que movimentaram cerca de R$ 38 milhões. Além disso, outros condenados incluem um coronel da reserva com pena de 16 anos e oito meses; um major com a mesma penalidade; além do tenente-coronel da reserva preso na terça-feira (25) por peculato.
A sentença foi proferida em abril de 2019, mas apenas agora é que as penas começam a ser cumpridas. O Superior Tribunal Militar havia mantido integralmente a condenação no acórdão publicado em maio do ano passado.