PF cumpre mandados em grupo que lavava dinheiro no Banco Master e tinha ligações com Grupo Fictor
A Operação Fallax deflagrada pela PF cumpriu 43 mandados e prendeu 21 pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro no Banco Master. A investigação revelou que o grupo criminoso praticava estelionato e fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, com valores convertidos em bens de luxo ou criptoativos. Foram bloqueados ativos financeiros até R$47 milhões para descapitalizar a organização criminosa
Operação Fallax: Polícia Federal cumpre mandados em grupo que lavava dinheiro no Banco Master
A Operação Fallax da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quarta-feira, 25, alvo um dos principais suspeitos de envolvimento com o esquema criminoso é Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor. A investigação revela que o grupo criminoso especializado em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal (Caixa) também praticava estelionato e lavagem de dinheiro.
A PF informou que os indícios da fraude foram identificados desde 2024, quando foi descoberto um esquema estruturado para obter vantagens ilícitas. O grupo criminoso cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos nos sistemas bancários, permitindo saques e transferências ilegais que pareciam legítimas.
Além disso, os suspeitos usavam empresas de fachada e outras estruturas empresariais para circular o dinheiro roubado. Os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos com a intenção de dificultar o rastreamento da origem ilegal.
O Grupo Fictor, cujo nome também aparece no caso do Banco Master, anunciou a compra do banco um dia antes do dono Daniel Vorcaro ser detido pela PF em novembro passado. O Banco Master está liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
A Operação Fallax cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, nas cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra do sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas.
A Justiça determinou também o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos, contas e ativos financeiros dos suspeitos até R$47 milhões. O objetivo é descapitalizar a organização criminosa.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
A Polícia Federal contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo na operação.