PF indicia 48 pessoas por esquema de descontos irregulares em aposentadorias do INSS
A Polícia Federal indiciou 48 pessoas por descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS. O relatório final da Operação Sem Desconto foi entregue ao STF e segue para a PGR. Entre os indiciados estão Carlos Lopes, Tiago Abraão Lopes e o deputado Euclydes Pettersen
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A Polícia Federal (PF) apresentou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório final da primeira fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema de descontos irregulares em pensões e aposentadorias do INSS e resultou no indiciamento de 48 pessoas.
O documento agora segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável por decidir se oferece a denúncia, solicita novas diligências ou arquiva o processo.
Articulações e indiciamentos
Entre os indiciados está Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele responde pelos crimes de corrupção ativa majorada, lavagem de dinheiro (em caráter reiterado e majorado) e organização criminosa. Lopes encontra-se foragido desde o ano passado. O relatório também inclui o indiciamento de seu irmão, Tiago Abraão Lopes, que atua como dirigente da Conafer.
A PF detalhou que, em 1º de fevereiro de 2023, ocorreu uma reunião entre Carlos Lopes e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O encontro teria sido organizado pelo deputado federal mineiro Euclydes Pettersen.
Papel de agentes públicos
De acordo com as investigações, a pauta da reunião envolvia a indicação para a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a conversa, Carlos Lopes teria mencionado a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, referindo-se ao encontro com Pacheco para tratar do cargo no órgão previdenciário.
O deputado Euclydes Pettersen, que não está em exercício na Câmara, também foi indiciado. Ele foi alvo de buscas e apreensões em novembro de 2025, sob a suspeita de ter recebido propina para atuar em favor dos fraudadores.
Em resposta às informações, o senador Rodrigo Pacheco negou ter se reunido com Carlos Lopes ou ter discutido qualquer nomeação para a presidência do INSS.