Justiça

PF investiga fraudes fiscais e ocultação de patrimônio envolvendo a Refit e Claudio Castro

15 de Maio de 2026 às 12:04

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino para investigar fraudes fiscais e ocultação de patrimônio da Refit. A ação envolve o controlador do grupo, Ricardo Magro, o ex-governador Claudio Castro e outros agentes públicos e empresários. Durante as diligências, foram apreendidos mais de R$ 500 mil em espécie

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino para apurar fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, apontada como um dos maiores devedores de impostos do Brasil. A investigação foca no uso da estrutura financeira e societária da companhia para a ocultação de patrimônio, disfarce de posse de bens e a remessa irregular de valores ao exterior.

Entre os alvos da ação estão o controlador do Grupo Refit, Ricardo Magro, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Devido à gravidade dos fatos, a PF solicitou a inclusão de Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol, visando a localização do empresário, que já havia sido alvo de investigação em operação realizada em novembro do ano passado.

A operação abrange um amplo núcleo de influência e gestão. Estão incluídos no pedido da Polícia Federal o ex-secretário de Fazenda do Rio, Juliano Pasqual; o ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Renato Jordão Bussiere; e o ex-procurador-geral do Estado, Renan Saad. Também são alvos o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, Guaraci de Campos Vianna, e o ex-subsecretário de Receita da SEFAZ/RJ, Adilson Zegur.

No núcleo empresarial e operacional, a PF mira Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, aliado do senador Ciro Nogueira, além de Roberto Fernandes Dima, Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho e Álvaro Barcha Cardoso, este último descrito como intermediário central no núcleo de influência institucional. A investigação também atinge agentes de segurança, incluindo os escrivães da Polícia Federal Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto, além do policial civil Maxwell Moraes Fernandes.

Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 500 mil em espécie na residência de um dos investigados.

A defesa de Claudio Castro informou que o ex-governador foi surpreendido pelas buscas realizadas em sua casa, na Barra da Tijuca, e que ainda não teve acesso aos autos do pedido de busca e apreensão. Por meio de nota, os advogados sustentaram a lisura de Castro e afirmaram que as medidas de incentivos fiscais adotadas em sua gestão seguiram critérios técnicos e legais. A defesa destacou, ainda, que a administração de Castro foi a única a viabilizar o pagamento de dívidas da Refit com o estado, totalizando cerca de R$ 1 bilhão em parcelas.

Com informações de G1

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