Justiça

PF prende deputado Thiago Rangel por fraudes em contratos da Secretaria de Educação do estado

05 de Maio de 2026 às 18:01

A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel na quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos da Secretaria de Educação. O celular do parlamentar continha registros de transações financeiras e mensagens com ameaças de violência. A defesa do deputado negou a prática de atos ilícitos

A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes em contratos de compras da Secretaria de Educação do estado. A ação, ocorrida nesta terça-feira (5), resultou na apreensão do aparelho celular do parlamentar, onde foram localizadas mensagens com teor violento e evidências de transações financeiras.

As investigações, baseadas em interceptações autorizadas judicialmente, revelaram diálogos entre Rangel e outros suspeitos de integrar o esquema de desvios. Em 2021, quando ainda era vereador, o parlamentar trocou mensagens com Fábio Pourbaix Azevedo, descrito como seu braço direito, sobre um homem chamado Felipe que o havia criticado em redes sociais. Na ocasião, Rangel solicitou o endereço do crítico e afirmou que "daria um jeito nele", mencionando que o recado seria dado após a realização de 12 disparos no portão da residência.

Outro registro de ameaça ocorreu em 2022, em conversas entre o deputado e Fábio Pourbaix Azevedo. No diálogo, ambos planejavam um ataque a uma pessoa não identificada, momento em que Fábio afirmou que a vítima deveria se enforcar e que a hora estaria chegando. Rangel reagiu à fala com deboche, alegando ter "batido palma" para que o alvo se estressasse rapidamente.

Além do conteúdo violento, a PF encontrou no dispositivo de Rangel a imagem de maços de dinheiro em espécie. A foto foi enviada por Luis Fernando Passos no dia 20 de setembro de 2024, às 14h51, acompanhada da palavra "Guardado", logo após a confirmação da assinatura de um contrato.

A defesa de Thiago Rangel negou a prática de qualquer ato ilícito e afirmou que o parlamentar prestará os esclarecimentos devidos. Os advogados argumentaram que conclusões precipitadas são indevidas antes que haja o acesso integral aos elementos que fundamentaram a operação.

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