Justiça

PF realiza busca por armas na residência de Jair Bolsonaro e não encontra armamentos

08 de Julho de 2026 às 12:06

A Polícia Federal realizou busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta quarta-feira (8), para localizar armas e documentos. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, não resultou na apreensão de armamentos. O STF determinou que o Exército entregue à PF seis das oito armas que estavam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visava localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro. De acordo com a defesa do ex-presidente e a confirmação posterior da PF, nenhum armamento foi encontrado no local.

A diligência ocorreu entre as 7h e as 8h30, embora interlocutores da Polícia Federal tenham indicado que a operação durou menos de uma hora. A medida foi motivada por divergências entre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro e as que foram efetivamente entregues às autoridades.

O ministro Alexandre de Moraes fundamentou a decisão ao afirmar que a posse de armas é incompatível com a atual situação jurídica do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março, Bolsonaro está em regime de prisão domiciliar humanitária para recuperação de uma broncopneumonia, medida que foi prorrogada após o término do prazo inicial de 90 dias.

A operação de busca foi considerada imprescindível pelo magistrado para garantir o cumprimento da ordem de entrega integral do arsenal e eliminar dúvidas sobre a permanência de armamentos sob a posse do condenado. Anteriormente, Moraes já havia determinado a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e a apreensão de todas as suas armas, decisão tomada após a retenção de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz no Distrito Federal.

Sobre o paradeiro do armamento, a defesa de Jair Bolsonaro alegou que, de dez armas citadas em decisão anterior, duas haviam sido entregues à PF em 2023 por ordem do TCU e oito estariam sob a guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. O STF determinou que o Exército repassasse essas oito armas à Polícia Federal em 48 horas. No entanto, o Comando do Batalhão informou ao tribunal, no último domingo, que não possuía duas das oito armas indicadas, resultando na entrega de apenas seis exemplares à PF.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificou a ação policial como desnecessária e constrangedora para a família. Em declarações feitas nos Estados Unidos, onde participava de uma audiência pública sobre tarifas, o parlamentar afirmou que a medida serve como uma "cortina de fumaça" no contexto eleitoral e reiterou que a arma apreendida na blitz era legalizada.

Com informações de G1

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