Justiça

PGR é contra prisão domiciliar de Daniel Vorcaro e rejeita nova proposta de delação premiada

16 de Junho de 2026 às 06:17

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a prisão domiciliar de Daniel Vorcaro e rejeitou nova proposta de colaboração do ex-banqueiro. A Polícia Federal solicitou a transferência do detento da Superintendência da PF para outra unidade prisional. O ministro André Mendonça decidirá sobre a mudança de custódia

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a concessão de prisão domiciliar a Daniel Vorcaro. Em documento enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master, o chefe da PGR argumentou que a Segunda Turma do STF já havia confirmado a prisão preventiva do ex-banqueiro e que, desde março, não surgiram fatos novos que fundamentem a revisão dessa medida.

Atualmente, Vorcaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, onde ocupa uma sala adaptada — espaço anteriormente utilizado por Jair Bolsonaro —, após ter assinado um termo de confidencialidade para iniciar uma delação premiada. No entanto, a Polícia Federal solicitou ao Supremo que o empresário seja transferido, sob a justificativa de que sua permanência no local pode prejudicar as investigações.

Cabe ao ministro André Mendonça decidir sobre a transferência e definir a unidade prisional adequada, considerando o risco oferecido pelo detento e a sua própria segurança. As opções na região incluem a Penitenciária Federal de Brasília, de segurança máxima e gestão do Ministério da Justiça, ou o Complexo Papuda, administrado pelo Governo do Distrito Federal, que compreende o Centro de Detenção Provisória e as unidades PDF I e PDF II.

Paralelamente, a PGR rejeitou a segunda proposta de acordo de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro, acompanhando o entendimento da Polícia Federal, que já havia negado o pedido na semana anterior. Para Paulo Gonet e a equipe de procuradores do caso, a proposta não trouxe informações inéditas que superassem as evidências já colhidas pelas investigações. Além disso, o Ministério Público apontou a ausência de um compromisso efetivo com a devolução de valores, critério essencial para a aceitação da delação.

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