Polícia Federal investiga ataque hacker após envio de alertas falsos para celulares em sete estados
A Polícia Federal investiga o envio de dez alertas falsos de "Alerta Extremo" para celulares em sete estados no último sábado. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que a operação foi irregular e as evidências indicam um ataque hacker
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A Polícia Federal instaurou uma investigação preliminar para apurar o disparo de dez alertas falsos enviados a celulares em ao menos sete estados brasileiros na madrugada do último sábado (20). O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, indicou que as evidências apontam para um ataque hacker.
As notificações, classificadas como "Alerta Extremo" — nível máximo de gravidade utilizado para riscos iminentes à vida —, continham a palavra "misantropia" ou termos derivados, que se referem à aversão à humanidade. Do total de disparos, nove ocorreram via sistema Cell Broadcast e um por mensagens SMS. Ainda não há uma estimativa de quantos aparelhos receberam os avisos.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que a operação foi irregular, pois ocorreu por meio de um acionamento não autorizado. O comportamento dos alertas divergiu do padrão técnico da ferramenta "Defesa Civil Alerta", coordenada pela Defesa Civil Nacional e pela Anatel com execução das operadoras de telefonia. Enquanto o sistema oficial é projetado para emitir avisos sonoros e textos destacados mesmo em aparelhos desligados ou no modo silencioso, houve relatos de usuários que não receberam a notificação nessas condições.
A ferramenta de emergência do governo federal opera sem a necessidade de cadastro prévio e divide as comunicações em duas categorias. O Alerta Severo, de menor urgência, emite um sinal sonoro apenas se o smartphone não estiver no modo silencioso. Já o Alerta Extremo aciona um som semelhante a uma sirene, ignorando a configuração de silêncio do aparelho para garantir que a população busque proteção imediata.