Polícia Federal investiga esquema de sonegação de impostos do grupo Refit que soma R$ 50 bilhões
A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino para desarticular um esquema de sonegação de impostos do grupo Refit, liderado por Ricardo Magro. A dívida com a União e estados, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, ultrapassa R$ 50 bilhões. As investigações apuram a cooptação de órgãos públicos no Rio de Janeiro e a concessão de benefícios tributários no Amapá
A Polícia Federal deflagrou, na última sexta-feira (15), a operação Sem Refino para desarticular um esquema de sonegação de impostos na comercialização de combustíveis conduzido pelo grupo Refit. As investigações apontam que a dívida da empresa com a União e com governos estaduais excede R$ 50 bilhões, tendo os estados de São Paulo e Rio de Janeiro como os principais prejudicados.
O esquema era liderado pelo empresário Ricardo Magro e, conforme a PF, ganhou força a partir de 2020, durante a gestão do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A Polícia Federal sustenta que houve uma cooptação integral do aparelho estatal fluminense para blindar a Refit e favorecer as atividades de Magro, com a infiltração da operação na Alerj, no Judiciário, na Fazenda e na Procuradoria-Geral.
A influência política de Ricardo Magro também teria viabilizado a expansão dos negócios do grupo para outras unidades da federação. No Amapá, a Polícia Federal investiga a concessão de benefícios tributários e o pagamento de propinas, com a suspeita de envolvimento de integrantes do Centrão, incluindo nomes ligados a Ciro Nogueira.