Justiça

Polícia Federal recusa segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro

12 de Junho de 2026 às 06:32

A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O investigado é suspeito de liderar fraudes financeiras de R$ 12 bilhões, além de corrupção e organização criminosa

Polícia Federal recusa segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro
Reprodução

A Polícia Federal negou a segunda tentativa de acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O investigado, que cumpre prisão em Brasília, é suspeito de liderar fraudes financeiras que podem somar R$ 12 bilhões. Esta é a segunda vez que a PF recusa a proposta, após ter rejeitado a primeira versão no mês passado.

As negociações para a colaboração ocorrem simultaneamente entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. A recusa fundamenta-se na avaliação dos investigadores de que as informações trazidas pela defesa acrescentam pouco ao que já foi apurado, sugerindo que Vorcaro estaria tentando proteger pessoas próximas.

A análise pericial de parte dos oito celulares apreendidos do banqueiro ampliou o escopo da investigação. Os dados revelaram que a atuação de Vorcaro extrapola as fraudes financeiras, englobando organização criminosa, corrupção e a utilização de uma milícia privada para a obtenção de dados sigilosos e ataques a adversários.

No aspecto prisional, Vorcaro foi transferido, no dia 19 de março, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital. Anteriormente, ele ocupava uma sala com características de "Estado-maior", mesma acomodação utilizada para a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. No entanto, a pedido da PF, o banqueiro foi movido para uma cela comum, passando a seguir as normas internas da instituição para a recepção de advogados.

O interesse em firmar a delação foi manifestado pelo advogado de Vorcaro no dia 18 de março, véspera de sua transferência para a Superintendência. Naquela data, o banqueiro assinou o termo de confidencialidade. O material final da proposta, composto por anexos, foi entregue às autoridades via pen drive no início de maio.

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