Justiça

Prefeitura Demite Professora Monique Medeiros Após Mais de Um Ano Presa por Homicídio Qualificado

27 de Março de 2026 às 11:06

A ex-professora Monique Medeiros foi solta após mais de um ano presa por homicídio qualificado. Ela deixou a penitenciária Talavera Bruce na segunda-feira (23). O julgamento dos réus, incluindo Monique e o padrasto Jairo Souza Santos, foi adiado para 25 de maio

Monique Medeiros deixou a penitenciária Talavera Bruce na segunda-feira (23) após mais de um ano presa por homicídio qualificado. A demissão como professora da prefeitura do Rio, publicada no Diário Oficial do Município ontem, é o último capítulo em sua vida profissional enquanto a acusação se concentra na morte de seu filho Henry Borel.

O julgamento dos réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior foi adiado para 25 de maio. A decisão ocorreu após os cinco advogados da defesa abandonarem o plenário, pedindo acesso às provas que não foram disponibilizadas.

Henry Borel morreu no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto na madrugada do dia 8 de março de 2021. Inicialmente, foi relatado um acidente doméstico, mas as investigações da Polícia Civil apontaram rotinas de tortura praticadas pelo Dr. Jairinho contra a criança.

O laudo necroscópico indicou que Henry sofreu lesões violentas por 23 locais do corpo, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações concluíram que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões ao filho. Jairo Santos responde a homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de omissão em socorro.

A denúncia do Ministério Público aponta que no dia da morte de Henry Borel, Dr. Jairinho causou lesões corporais à criança com vontade livre e ação consciente. A mãe, Monique Medeiros, teria omitido sua responsabilidade garantidora legal do filho.

A prisão dos réus ocorreu em abril de 2021 após o Ministério Público denunciá-los por homicídio qualificado e lesões corporais contra a criança. De acordo com as investigações, Dr. Jairinho teria submetido Henry Borel a sofrimentos físicos e mentais em outras três ocasiões no mês de fevereiro do mesmo ano.

Monique Medeiros vinha recebendo seu salário como professora da prefeitura há cinco anos antes da demissão publicada ontem.

Com informações de Agência Brasil

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