Justiça

Quadrilha de brasileiros e paraguaios assalta três bancos e casa de câmbio no Paraguai

17 de Junho de 2026 às 06:07

Mais de 20 criminosos roubaram três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Paraguai, nesta terça-feira (16). O grupo utilizou explosivos, armas de grosso calibre e dispositivos para furar pneus, roubando também armamentos de policiais. Autoridades investigam a participação de brasileiros e paraguaios, mas ainda não houve prisões

Um mega-assalto a três bancos e a uma casa de câmbio, ocorrido na madrugada desta terça-feira (16) em Santa Rita, no Paraguai, mobiliza as autoridades locais na tentativa de identificar a quadrilha responsável. A principal linha de investigação, conduzida pelo chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, aponta para uma ação conjunta entre criminosos paraguaios e brasileiros, inclusive indivíduos que residem em território paraguaio. A suspeita de envolvimento de cidadãos do Brasil foi reforçada por testemunhas que ouviram os assaltantes falando em português durante o crime.

A operação foi executada por mais de 20 criminosos, que utilizaram explosivos e armas de grosso calibre para invadir agências do Banco Familiar, Banco GNB e Banco Ueno, além de uma casa de câmbio. A Polícia Nacional do Paraguai descreveu a ação como planejada para anular a reação das forças de segurança. Durante o ataque, quatro policiais em patrulhamento foram cercados; a troca de tiros resultou no roubo de uma pistola e de um fuzil da corporação, enquanto os demais agentes conseguiram se abrigar.

Para garantir a fuga, o grupo espalhou "miguelitos" — dispositivos metálicos para furar pneus — nas principais vias de acesso e incendiou veículos em diversos pontos da cidade. O impacto do crime é considerado pela imprensa paraguaia como o segundo maior assalto da história do país. Embora o valor exato do roubo não tenha sido divulgado, a estimativa de prejuízo é de milhões de guaranis.

As buscas agora envolvem o Ministério Público, equipes de criminalística e a Polícia Nacional, com alertas de captura emitidos para as regiões de Itapúa, Caaguazú, Caazapá e Alto Paraná. A polícia também investiga se os executores possuem vínculos com organizações criminosas.

Santa Rita, local do crime, está situada a aproximadamente 70 quilômetros de Foz do Iguaçu e possui uma expressiva população de brasileiros e descendentes vinculados a atividades econômicas na fronteira. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.

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