Relatório médico enviado ao STF indica que Jair Bolsonaro apresentou soluços frequentes nos últimos sete dias
Relatório médico enviado ao STF indica que Jair Bolsonaro apresentou soluços frequentes, fadiga em esforços moderados e desconforto no ombro direito. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação após condenação por tentativa de golpe de Estado. A aplicação da Lei da Dosimetria, que prevê redução de penas, segue suspensa por decisão judicial
Um relatório médico enviado semanalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou episódios de soluços com frequência acima da média nos últimos sete dias. O documento detalha que o paciente mantém estabilidade cardiológica, embora relate fadiga e cansaço leve ao realizar esforços moderados, além de desconforto nos movimentos de flexão e abdução do ombro direito, região onde passou por uma cirurgia no início de maio, em Brasília.
A avaliação médica aponta que a pressão arterial do ex-presidente segue controlada, mas persiste a instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que exige a manutenção de medidas preventivas contra quedas. No exame de ausculta pulmonar, foi registrada a permanência de uma alteração residual na base do pulmão esquerdo.
Atualmente em regime de prisão domiciliar provisória, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado. Após cumprir pena no batalhão da Polícia Militar em Brasília, conhecido como Papudinha, a partir de janeiro, a mudança para o domicílio ocorreu no fim de março. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após solicitação da defesa e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
As condições impostas pela Justiça incluem o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais, utilizar aparelhos celulares ou gravar áudios e vídeos. As visitas são limitadas a advogados, médicos e filhos, todos previamente autorizados e igualmente proibidos de portar celulares.
No campo jurídico, a Lei da Dosimetria, promulgada pelo senador Davi Alcolumbre após aprovação do Congresso Nacional no mês passado, prevê a redução de penas para condenados por atentados golpistas, incluindo a sentença de Bolsonaro e seus aliados nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Contudo, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a inconstitucionalidade da norma em maio. A aplicação da lei permanece suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes até que o STF analise as ações que questionam a validade do texto.