Justiça

Seis pessoas foram presas durante operação contra esquema de furto de combustíveis em Duque de Caxias

04 de Julho de 2026 às 12:02

Seis pessoas foram presas nesta sexta-feira (3) em Duque de Caxias por furto e venda ilegal de combustíveis. A Operação Foco fechou um ponto clandestino com 12.200 litros de produtos diversos e apreendeu R$ 22.750. Dois caminhões-tanque foram retidos durante a ação coordenada entre GSI-RJ, ANP e Delfaz

Seis pessoas foram presas durante operação contra esquema de furto de combustíveis em Duque de Caxias
© TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

Seis pessoas foram presas em flagrante nesta sexta-feira (3) durante a desarticulação de um esquema de furto e comercialização ilegal de combustíveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação, coordenada pela Operação Foco do Gabinete de Segurança Institucional do Rio (GSI-RJ), contou com a participação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delfaz).

A operação resultou no fechamento de um ponto de venda clandestino, conhecido como "biqueira", onde funcionava o armazenamento irregular de 12.200 litros de combustíveis. O volume apreendido compreende 5.000 litros de gasolina comum, 1.000 litros de gasolina aditivada, 2.300 litros de etanol, 1.000 litros de diesel S500 e 2.900 litros de diesel S10. Além do combustível, as equipes apreenderam R$ 22.750 em espécie, valor destinado ao pagamento de caminhoneiros envolvidos no desvio das cargas.

A fraude era iniciada ainda nas distribuidoras, com a saída de caminhões portando lacres incompatíveis com as notas fiscais. No trajeto, os motoristas retiravam cerca de 20 litros de cada um dos oito compartimentos do tanque para descarregar na biqueira, recebendo R$ 70 por cada volume desviado. Para ocultar a irregularidade das transportadoras e dos clientes, os compartimentos eram posteriormente lacrados com a documentação correta da carga.

Dois caminhões-tanque foram retidos: um estava estacionado no galpão, que foi interditado pela Polícia Civil e pela ANP, e o outro foi interceptado no momento em que deixava o local. O combustível furtado era vendido clandestinamente a preços abaixo dos praticados no mercado regular, gerando perdas na arrecadação tributária do Estado e prejuízos financeiros a distribuidoras e transportadoras.

O secretário do GSI-RJ, Roberto Lizandro Leão, destacou que postos clandestinos estimulam a concorrência desleal, prejudicam os cofres públicos e oferecem riscos à segurança da população devido à ausência de controle de qualidade dos produtos. A Operação Foco segue com atuação integrada entre órgãos estaduais e federais para combater a sonegação fiscal e organizações criminosas que operam na cadeia de combustíveis.

Com informações de Agência Brasil

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