STF condena Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferir em julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro
A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por tentar interferir no processo sobre a trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro. A defesa alega nulidade da sentença por falta de notificação regular e afirma que o objetivo é a exclusão do réu do pleito eleitoral
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/F/5/Ve3ZvgQVisrIu7Q1qIMg/img20250204192412467.jpg)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferência no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em processo que apura a trama golpista. A acusação detalha que o ex-parlamentar promoveu ações junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, com a finalidade de gerar instabilidade e temor, projetando retaliações estrangeiras contra o Brasil e ministros da Corte.
Em nota divulgada nesta terça-feira (17), Eduardo Bolsonaro contestou a validade da decisão, argumentando que qualquer sentença proferida sem a observância do devido processo legal é nula. O ex-deputado afirmou que o propósito do julgamento é excluí-lo do pleito eleitoral.
A defesa do ex-deputado, conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), sustenta que não houve notificação regular por meio de carta rogatória em endereço certo e sabido. Eduardo Bolsonaro reforçou esse argumento, alegando que tomou conhecimento da condenação via imprensa e que, apesar de residir nos Estados Unidos em local conhecido, não foi citado conforme prevê a lei e os acordos internacionais dos quais o Brasil faz parte.
O ex-deputado criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado atua simultaneamente como vítima e juiz no caso. No texto, ele manifestou confiança na restauração da democracia brasileira por meio da vitória de Flávio Bolsonaro, mencionando que tal desfecho permitiria o retorno de centenas de exilados ao país.