STF decide se sucessão do governo do Rio de Janeiro será por voto popular ou indireta
O STF decide nesta quarta-feira (8) se a sucessão do governo do Rio de Janeiro ocorrerá por voto popular ou eleição indireta. O impasse surge após a vacância da linha sucessória e a renúncia de Cláudio Castro. Atualmente, Ricardo Couto de Castro exerce o cargo interinamente
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, nesta quarta-feira (8), a partir das 14h, se a escolha do governador para o mandato-tampão do Rio de Janeiro ocorrerá por meio de voto popular ou por eleição indireta. O impasse jurídico foi levado à Corte pelo diretório estadual do PSD, que pleiteia a realização de eleições diretas, contrapondo-se à votação conduzida pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A necessidade de um novo pleito decorre da vacância na linha sucessória do estado. O cargo de vice-governador está vago desde 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para integrar o Tribunal de Contas do estado. O próximo na sequência, Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na mesma decisão que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível em 23 de março. Bacellar também já havia sido afastado da presidência da Assembleia por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em razão de investigações ligadas ao ex-deputado TH Joias.
Diante da condenação de Cláudio Castro, o TSE havia determinado a realização de eleições indiretas. No entanto, o PSD recorreu ao STF para tentar reverter a modalidade para eleições diretas. Na véspera do julgamento, Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização necessário para concorrer ao Senado, embora pudesse ter permanecido na função até 4 de abril. A renúncia é interpretada como uma estratégia para assegurar que a sucessão ocorra de forma indireta.
Atualmente, a governança do estado é exercida interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).