STF define penas para três deputados federais condenados por corrupção em caso envolvendo propina
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou três deputados federais do Partido Liberal por corrupção, com penas de seis anos e cinco meses para Josimar Maranhãozinho, cinco anos e seis meses para Pastor Gil e cinco anos para Bosco Costa. Eles também perderam seus mandatos parlamentares e ficaram inelegíveis por oito anos. Além disso, os réus devem pagar R$ 1,6 milhão em danos morais coletivos
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu as penas para três deputados federais do Partido Liberal (PL), incluindo Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa, condenados por corrupção em um caso envolvendo a cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares. A Primeira Turma do STF aceitou a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os três políticos e definiu as penas: seis anos e cinco meses para Josimar Maranhãozinho, cinco anos e seis meses para Pastor Gil, e cinco anos de prisão para Bosco Costa. No entanto, a sentença não significa que os parlamentares serão presos imediatamente. Eles têm direito a recorrer contra a decisão do STF. O caso envolveu um esquema de corrupção em 2020, quando Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil solicitaram R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares no município de São José de Ribamar (MA). A Constituição determina que os condenados por crimes devem perder seus mandatos. No entanto, o STF decidiu que a Câmara dos Deputados deve analisar se as penas são compatíveis com o exercício do cargo parlamentar. Os deputados também ficaram inelegíveis por oito anos e terão que pagar R$ 1,6 milhão em danos morais coletivos. A decisão pode ser recorrida pelos réus. As defesas dos acusados negaram as acusações e argumentaram sobre supostas irregularidades no processo de investigação da Polícia Federal.