Justiça

STF retoma análise sobre a modalidade de eleição para governador do Rio de Janeiro

03 de Julho de 2026 às 18:00

O Supremo Tribunal Federal retoma em 19 de agosto a análise sobre a escolha do governador do Rio de Janeiro para mandato-tampão. O STF decide entre a eleição direta, solicitada pelo PSD, ou a indireta, via Assembleia Legislativa, definida pelo TSE. Ricardo Couto de Castro exerce o cargo interinamente

STF retoma análise sobre a modalidade de eleição para governador do Rio de Janeiro
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará, no dia 19 de agosto, a análise sobre a modalidade de eleição para definir quem ocupará o cargo de governador do Rio de Janeiro em mandato-tampão. O processo havia sido interrompido em abril, após o ministro Flávio Dino solicitar vista.

A controvérsia jurídica centra-se na disputa entre a votação direta, pleiteada pelo diretório estadual do PSD, e a eleição indireta, decidida anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela determinação do TSE, a escolha do gestor interino deveria ocorrer por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O cenário de vacância foi desencadeado após a renúncia de Cláudio Castro, que foi condenado à inelegibilidade pelo TSE em 23 de março, um dia após deixar o cargo. A ausência de sucessores imediatos viabilizou a decisão por eleições indiretas até o fim de 2026, uma vez que o ex-vice-governador Thiago Pampolha assumiu vaga no Tribunal de Contas do estado em 2025 e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, sofreu cassação.

O PSD questionou a decisão no STF, argumentando que a renúncia de Castro teria sido uma estratégia para evitar o pleito popular, visto que o ex-governador poderia ter permanecido na função até 4 de abril. Enquanto o tribunal decide a questão, o cargo de governador do estado é exercido interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Com informações de Agência Brasil

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