Justiça

STJ mantém prisão preventiva do influenciador Buzeira no âmbito da Operação Narco Bet

17 de Junho de 2026 às 06:07

A Quinta Turma do STJ manteve a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Narco Bet. O MPF apresentou nova denúncia contra o detido por evasão de divisas e controle oculto das plataformas BRXBET e RICOBET

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva do influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira. A decisão, proferida nesta terça-feira (16), rejeitou um agravo regimental apresentado pela defesa, que tentava reverter a negativa de um pedido anterior de habeas corpus. O relator do caso foi acompanhado pelos ministros Joel Ilan Paciornik, Ribeiro Dantas, Reynaldo Soares da Fonseca e Maria Marluce Caldas.

Investigado no âmbito da Operação Narco Bet, Buzeira está detido desde outubro de 2025. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal como extensão da Operação Narco Vela, focada no combate ao tráfico internacional de entorpecentes e à lavagem de dinheiro. O influenciador é alvo de denúncias por organização criminosa e lavagem de capitais, além de responder a outros processos penais que envolvem exploração de jogos de azar, associação criminosa e tráfico de drogas. As investigações também apuram vínculos do investigado com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Paralelamente ao julgamento no STJ, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal de Santos uma segunda denúncia contra o influenciador e outros quatro envolvidos na Operação Narco Bet. A acusação detalha a existência de uma estrutura criminosa dedicada à evasão de divisas, ocultação de recursos e lavagem de dinheiro, utilizando para isso operações internacionais, empresas offshore, criptomoedas e sites de apostas esportivas.

No novo processo, o MPF aponta Buzeira como o beneficiário econômico final, controlador oculto e financiador das plataformas BRXBET e RICOBET. A tese da acusação é que ele exercia a gestão estratégica e a condução das operações dessas marcas, embora seu nome não constasse formalmente no quadro societário das empresas. A denúncia aguarda análise da Justiça Federal para que os investigados se tornem réus.

Com informações de G1

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