Justiça

STJ rejeita pedido de soltura do tenente-coronel acusado de feminicídio contra a esposa

22 de Março de 2026 às 04:55

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou ontem um pedido da defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra a esposa. A decisão foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e manteve a prisão preventiva do militar. O caso é investigado pela Justiça paulista

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, ontem (20), um pedido da defesa para soltar Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar paulista acusado de feminicídio contra a esposa. A decisão foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

A reclamação apresentada pela defesa não poderia ser utilizada para questionar o decreto de prisão emitido pela Justiça de São Paulo, segundo avaliou o magistrado. Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na quarta-feira (18) após ser indiciado por feminicídio e fraude processual.

O caso ganhou notoriedade no mês passado quando a soldada da PM Gisele Alves Santana, esposa de Geraldo, foi encontrada morta em seu apartamento. Inicialmente, as investigações apontaram que ela havia tentado suicidar-se, mas com o desenrolar das análises e mensagens no celular do tenente-coronel foram identificadas ameaças contra a esposa.

Imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais também mostram Geraldo Leite Rosa Neto tentando alterar a cena do crime. Esses detalhes contribuíram para o caso ser tipificado como feminicídio, acusação que pesa sobre ele e motivou sua prisão preventiva.

A decisão de não soltar Geraldo foi tomada após avaliação das provas apresentadas até então pelas investigações policiais. A justiça paulista está a cargo do caso, mas o STJ entendeu ser necessário manter a ordem estabelecida pela Justiça local.

O que se espera agora é mais uma etapa nas investigações para determinar as responsabilidades envolvidas no feminicídio.

Com informações de Agência Brasil

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