Justiça

Tenente-Coronel é Transferido para Reserva Após Indicação por Feminicídio de Soldada Gisele Alves Santana

04 de Abril de 2026 às 19:33

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi indiciado pelo feminicídio de sua companheira, soldada Gisele Alves Santana, e transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo. A medida teve início com publicação no Diário Oficial do Estado em 2 de maio. Ele está preso preventivamente desde 18 de março e terá direito a proventos integrais na carreira militar

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo após ser indiciado pelo feminicídio da soldada Gisele Alves Santana. A medida, equivalente à aposentadoria na estrutura militar, passou a ter efeito com publicação no Diário Oficial do Estado em 2 de maio.

Rosa Neto está preso preventivamente desde 18 de março. De acordo com o texto da portaria de inatividade, ele tem direito a proventos integrais considerando sua proporcionalidade na carreira militar, que é equivalente à remuneração praticamente integral do tenente-coronel.

A morte da soldada Gisele foi encontrada em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava. O tenente-coronela estava presente e inicialmente relatou a cena como suicídio, mas posteriormente houve alteração do registro para morte suspeita.

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou marcas de agressão incompatíveis com suicídio. A família da vítima contestava desde o começo que fosse um caso de suicídio e questiona a versão apresentada pelo tenente-coronel.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que, mesmo com sua transferência para a reserva, Rosa Neto não estará isento do processo administrativo em curso. Esse pode levar à demissão e perda tanto do posto quanto da patente.

Com informações de Agência Brasil

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