Justiça

Tenente-Coronel envolvido em feminicídio é removido de cargo e torna-se ex-militar

04 de Abril de 2026 às 19:34

Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo após ser indiciado por feminicídio. Ele já está preso preventivamente desde 18 de marco e perdeu sua condição ativa no corpo policial com a publicação do seu desligamento no Diário Oficial do Estado ontem

Tenente-Coronel Indiciado por Feminicídio é Transferido para Reserva da PM de São Paulo

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, envolvido no caso da soldada Gisele Alves Santana, cujo corpo foi encontrado com um tiro na cabeça em fevereiro passado, já está preso preventivamente desde 18 de março. Agora, ele foi transferido para a reserva da Polícia Militar (PM) de São Paulo.

Com isso, Rosa Neto perdeu sua condição ativa no corpo policial e se tornou um ex-militar em todas as esferas legais. O processo que o envolve permanece intacto na justiça civil.

A transferência foi publicada ontem (2) no Diário Oficial do Estado, com a consequente perda de direitos como militar ativo. De acordo com os termos da portaria, Rosa Neto tem direito aos proventos integrais e ao tempo proporcional de 58/60 anos trabalhados.

O caso ganhou notoriedade após Gisele ter sido encontrada morta no apartamento onde morava junto com o tenente-coronel. Inicialmente, a polícia recebeu uma denúncia de suicídio por parte do próprio Rosa Neto. No entanto, laudos médicos mais tarde revelaram marcas de agressão incompatíveis com essa versão.

A família da vítima sempre contestou o teor dessa história e pressionava as autoridades para que fosse investigada como um crime doloso. Com a transferência do tenente-coronel, fica claro que ele perdeu seu status de militar ativo dentro da corporação policial.

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