TSE Anula Votação e Determina Retotalização dos Votos na Alerj por Interferência no Processo Eleitoral
A desembargadora Suely Lopes Magalhães anulou a votação da Assembleia Legislativa do Rio e Janeiro que elegera Douglas Ruas como presidente. A decisão foi motivada pela necessidade de retotalização dos votos para garantir legitimidade no sufrágio interno. O mandato anterior de Rodrigo Bacellar havia sido cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
A desembargadora Suely Lopes Magalhães anulou a votação da Assembleia Legislativa do Rio e Janeiro que elegera Douglas Ruas como presidente. A decisão foi tomada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato de Rodrigo Bacellar, então presidente da Casa.
Segundo Magalhães, a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj não pode ser definida sem a retotalização dos votos. Isso é necessário para garantir a legitimidade e higidez do sufrágio interno que se avizinha.
A presidente em exercício avaliou que a mesa diretora da Alerj apenas parcialmente acatou a decisão do TSE, considerando apenas a vacância do cargo de chefia. Ela ressaltou que o processo eleitoral deflagrado pela casa interfere não só na escolha do novo presidente, mas também na definição daquele que vai assumir como governador.
O caso tem raízes em maio de 2025, quando Thiago Pampolha renunciou ao cargo de vice-governador para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Rodrigo Bacellar passou a ser o primeiro na linha sucessória e foi preso pela Polícia Federal em dezembro daquele ano.
Após sua libertação, Bacellar foi afastado da presidência por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). A liderança interina ficou com Guilherme Delaroli, que não ocupa lugar na linha sucessória. Cláudio Castro renunciou ao cargo e manifestou interesse em disputar uma vaga no Senado.
A decisão da Justiça Eleitoral determinava a realização de eleições indiretas para o governo do estado. Desde então, Ricardo Couto de Castro está exercendo interinamente o comando do Executivo do Rio de Janeiro.