Americano diagnosticado com Ebola no Congo será transferido para a Alemanha para tratamento especializado
Um profissional dos Estados Unidos foi diagnosticado com Ebola na República Democrática do Congo e será transferido para a Alemanha. O surto local, causado pela cepa Bundibugyo, soma mais de 390 casos suspeitos e 100 mortes. Uganda também confirmou casos e um óbito
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Um profissional dos Estados Unidos que trabalhava na República Democrática do Congo foi diagnosticado com Ebola, conforme confirmou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nesta segunda-feira (18). O paciente será transferido para a Alemanha para receber cuidados especializados, em uma operação coordenada com o Departamento de Estado americano.
O surto na República Democrática do Congo já registrou mais de 390 casos suspeitos e ao menos 100 mortes. A situação é agravada pelo fato de a variante atual ser a Bundibugyo, uma cepa rara do vírus para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Devido a essa característica, autoridades de saúde alertam para a possibilidade de a disseminação regional ser mais ampla do que o monitorado até o momento.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o cenário como uma emergência de interesse internacional de saúde pública. A doença manifesta-se inicialmente por meio de febre, dores musculares, dor de garganta e fraqueza extrema.
Além do caso confirmado, ao menos seis americanos foram expostos ao vírus durante suas atividades no Congo. Entre eles, um apresentou sintomas e outros tiveram contato classificado como de alto risco, embora o CDC não tenha detalhado o número exato de pessoas afetadas. Apesar disso, Satish Pillai, responsável pela resposta do órgão ao Ebola, afirmou que o risco de propagação nos Estados Unidos permanece baixo.
A crise sanitária expandiu-se para países vizinhos. Uganda confirmou a ocorrência de casos da doença e registrou uma morte. Como medida preventiva, Ruanda e Nigéria reforçaram a vigilância e o controle sanitário em suas fronteiras.