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Árbitro da Somália é barrado nos Estados Unidos e fica fora da Copa do Mundo

10 de Junho de 2026 às 06:12

O árbitro somali Omar Artan retornou a Mogadíscio nesta quarta-feira (10) após ser barrado no Aeroporto de Miami no sábado (6). Devido ao impedimento de entrada nos Estados Unidos, a Fifa removeu o profissional da lista de 52 selecionados para a Copa do Mundo

Árbitro da Somália é barrado nos Estados Unidos e fica fora da Copa do Mundo
REUTERS/Feisal Omar

Omar Artan retornou à capital Mogadíscio nesta quarta-feira (10), onde foi acolhido por autoridades e apoiadores após ser impedido de entrar nos Estados Unidos. O árbitro de 34 anos, eleito o melhor do continente africano em 2025 e membro do quadro da Fifa desde 2018, estava escalado entre os 52 profissionais selecionados para atuar na Copa do Mundo organizada por Canadá, México e Estados Unidos. Com isso, Artan perderia a oportunidade de se tornar o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma edição do torneio.

O incidente ocorreu no sábado (6), quando o profissional foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA justificou a medida citando "questões de verificação", mas não detalhou a natureza do problema. A situação gerou contradições, já que a Embaixada da Somália no Quênia, responsável pelo processamento do visto, afirmou que Artan havia recebido a autorização de viagem na semana anterior. Diante do impedimento, a Fifa retirou o nome do árbitro da lista oficial da competição na segunda-feira (8).

O episódio causou repercussão global e questionamentos sobre a logística de acolhimento dos Estados Unidos como país-sede. Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, ressaltou que os motivos da expulsão permanecem desconhecidos, dado que o visto estava válido.

O caso ocorre em um contexto de restrições migratórias severas impostas pelo governo de Donald Trump, que incluiu a Somália em uma lista de quase 40 países com limitações de entrada. Em novembro, o presidente americano classificou a nação somali como "podre" e manifestou a intenção de revogar o status especial que protege cidadãos do país contra a deportação. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou publicamente sobre o caso específico de Omar Artan.

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