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Argentina e Inglaterra revivem rivalidade pelas Ilhas Malvinas em semifinal da Copa do Mundo

12 de Julho de 2026 às 15:02

Argentina e Inglaterra disputam uma semifinal da Copa do Mundo nesta quarta-feira (15). O jogo ocorre em meio a uma divergência territorial pelas Ilhas Malvinas, território sob controle britânico e reivindicado pelo governo argentino

Argentina e Inglaterra revivem rivalidade pelas Ilhas Malvinas em semifinal da Copa do Mundo
Tom Smith/AP

O confronto entre Argentina e Inglaterra, válido por uma das semifinais da Copa do Mundo nesta quarta-feira (15), revivee uma rivalidade histórica que extrapola as quatro linhas. O ponto central da tensão entre as nações é a disputa de soberania pelas Ilhas Malvinas — conhecidas no Reino Unido como Falklands —, território que permanece sob controle britânico.

A divergência territorial fundamenta-se em argumentos geográficos e cronológicos. A Argentina baseia sua reivindicação na proximidade, já que as ilhas estão a 600 quilômetros da costa da Patagônia, enquanto o Reino Unido situa-se a 13 mil quilômetros de distância. Historicamente, a Argentina enviou autoridades para tomar posse do local na década de 1820 e nomeou um governador em 1829. Contudo, em 1833, as forças inglesas expulsaram a administração argentina. O governo britânico justifica a posse alegando que sua reivindicação data de 1765, anterior ao período argentino, e reafirma a legitimidade da ação militar de 1833 para remover as forças locais.

O ápice do conflito ocorreu em 1982, quando a Argentina invadiu as ilhas, desencadeando uma guerra que terminou com a vitória britânica após dois meses de combate. O saldo do conflito foi de 907 mortos, sendo 649 soldados argentinos, 255 combatentes do Reino Unido e três residentes do arquipélago.

A questão permanece ativa na política externa argentina. Desde abril de 2024, o presidente Javier Milei defende a recuperação da soberania sobre as ilhas, propondo a criação de um caminho para que o território volte a ser argentino. Essa postura segue a linha de gestões anteriores, como as de Cristina Kirchner e Maurício Macri, que também reivindicaram a posse do território.

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