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Ataque aéreo russo deixa ao menos 11 mortos e 100 feridos na Ucrânia

02 de Junho de 2026 às 06:12

Ataque aéreo russo com 73 mísseis e 656 drones deixou 11 mortos e 100 feridos na Ucrânia nesta terça-feira (2). A ofensiva atingiu 38 alvos, interrompeu a energia de 140 mil pessoas em Kiev e causou danos a prédios residenciais. Em resposta, drones atacaram a refinaria Ilsky, na região de Krasnodar, provocando um incêndio

Ataque aéreo russo deixa ao menos 11 mortos e 100 feridos na Ucrânia
Eugene Kotenko / AFP

Um ataque aéreo russo em larga escala atingiu a Ucrânia na madrugada desta terça-feira (2), resultando em ao menos 11 mortes e 100 feridos. A ofensiva mobilizou 73 mísseis e 656 drones russos contra 38 alvos em território ucraniano, forçando o exército local a responder com o emprego de 40 mísseis e 602 drones para repelir as investidas.

Em Kiev, a capital, sistemas de defesa aérea foram acionados e a população buscou refúgio em abrigos e estações de metrô enquanto explosões ecoavam pela cidade. O impacto dos bombardeios causou a interrupção do fornecimento de energia para 140 mil residentes. A destruição incluiu o incêndio de um prédio residencial de nove andares e o atingimento de outro edifício de 24 andares, possivelmente por mísseis. Outra estrutura residencial de múltiplos andares também foi danificada, com equipes de resgate realizando buscas por pessoas presas sob os escombros.

A cidade de Dnipro, a quarta maior do país, registrou pelo menos quatro mortos e 16 feridos.

A escalada ocorre após a Rússia alertar, na semana anterior, sobre a intenção de realizar ataques sistemáticos contra centros de decisão e alvos ligados às forças armadas ucranianas em Kiev, recomendando a saída de estrangeiros do país.

Em contrapartida, a refinaria de petróleo Ilsky, localizada na região russa de Krasnodar, foi alvo de um ataque de drones que provocou um incêndio, embora não haja registro de vítimas ou confirmação de autoria.

Paralelamente, o presidente Vladimir Putin acusou a liderança de Kiev de cometer crimes contra crianças e adolescentes em áreas controladas por Moscou. O líder russo citou ataques a um dormitório estudantil em Starobilsk, que deixou 21 mortos no fim de maio, e a um prédio residencial em Henichesk, ocorrido no domingo (31), que resultou na morte de uma criança e 11 feridos. A Ucrânia nega a responsabilidade por tais ações.

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